19 abril 2014

[FILME] Divergente



               Como vocês devem saber, quinta feira passada (17/04) estreou aqui no Brasil a versão cinematográfica do Best-seller mundial Divergente de Veronica Roth e eu como uma fã obcecada fui logo conferir esta adaptação. 


Ano: 2014
Direção: Neil Burguer
Gênero: Ficção científica, ação e romance
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet
Classificação indicativa: 14 anos
Sinopse: Em uma Chicago futurista onde as pessoas estão divididas em cinco facções com base em suas personalidades uma adolescente descobre que ela é divergente - uma pessoa que não se encaixa em qualquer uma das facções - e logo descobre segredos em sua sociedade aparentemente perfeita.

               Para quem ainda não assistiu/leu o filme/livro se passa em uma Chicago futurista, onde a população é dividida em 5 facções sendo elas Audácia, Erudição, Franqueza, Amizade e Abnegação. Quando os jovens completam 16 anos tem a opção de se manter na mesma facção ou ir para outra e para ajudar nessa escolha eles passam por um "teste" que diz qual facção eles tem mais aptidão, mas existem pessoas com inclinação para mais de uma facção e essas são chamadas de Divergente como é o caso da Tris, nossa protagonista. O problema é que os Divergentes nada mais são do que "bugs" no sistema, eles representam uma ameaça ao controle, uma vez que o soro utilizado para gerar as simulações, que são os do teste de aptidão, não funciona com eles, por esse motivo eles costumavam ser caçados e mortos sem muito alarde.

               A adaptação foi INCRÍVEL, eu particularmente achei espetacular. Teve uma diminuição na violência e de alguns fatos bem marcantes no livro, mas se não houvesse essa diminuição quantas pessoas maiores de 18 anos iam ver o filme? O filme foi uma introdução da estória ao público, feito na realidade para medir o nível de aceitação cinematográfica, uma vez que a saga literária já é um sucesso estrondoso.

               O filme é aquela adrenalina,Tris não tem um minuto de sossego. Uma hora ela está tendo o cabelo cortado por sua mãe e 5 minutos depois descobre que é Divergente, vai pra cerimônia de escolha, troca de facção e descobre que dentro da facção que ela escolheu tem uma competição para ver quais os iniciantes que irão continuar na facção e quais se tornarão um sem facção. E isso tudo acontece só no começo! 

               No começo fiquei com medo que estragassem o universo que a Veronica criou, para quem leu (e gostou) sabe que o livro é muito intenso, os personagens são intensos, sem contar que todos os acontecimentos se encaixam perfeitamente para cada respectiva situação e personagem.

               As mudanças que ocorreram nesse primeiro filme fizeram bem a série, tenho certeza que com o sucesso garantido no primeiro filme, podemos esperar um orçamento bem maior para Insurgente que ainda não tem data prevista para estréia. 

03 abril 2014

Legend - Marie Lu

Título Original: Legend
Gênero: Distopia/Ficção
Autora: Marie Lu
Editora: Prumo
Nota: 5/5 estrelas

Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda. O que outrora foi o oeste dos Estados Unidos é agora o lar da República, uma nação eternamente em guerra com seus vizinhos. Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, June e Day não têm motivos para se cruzarem – até o dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado e Day se torna o principal suspeito. Preso num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos.

            Ok, confesso, relutei muito em ler Legend, mesmo tendo sido indicação de uma amiga muito especial que tem um gosto muito parecido com o meu no quesito literatura (no caso foi a Dany). Quando ela me disse: “Leia Legend, é muito, muito, muito bom”, fui procurar a sinopse e, quando encontrei, percebi se tratar de mais um livro sobre distopias.

           "Legend – A verdade se tornará lenda" é uma estória ambientada no futuro, no ano de 2130, num lugar conhecido como Republica da América. Nesse universo distópico, os EUA se dividira em dois, a República da América e as Colônias, e ambas as partes vivem em constante conflito. Nossa narrativa, porém, se passa em Los Angeles, na República. 

           O livro vem nos contar, a princípio em paralelo, a vida de dois jovens que não podiam ser mais diferentes. June é a jovem mais promissora da República, enquanto Day é o bandido mais procurado do país, e o destino dos dois se entrelaça quando o irmão mais velho de June, Mettias, é assassinado e a culpa recai sobre Day. Disposta a tudo por vingança, a menina prodígio de seu país toma para si a tarefa de capturar o assassino de seu irmão, com o intuito de o fazer pagar por tomar dela o único membro que restava de sua família, no entanto, June logo se vê presa em uma rede de conspirações e mentiras, na qual ela já não consegue mais distinguir quem é amigo e quem é inimigo.

           Legend, pode ser visto como uma distopia bem próxima da realidade em certos quesitos, um grito de socorro de uma sociedade corrupta que sente necessidade de tirar as oportunidades de uma grande maioria para que uma pequena minoria seja favorecida. É um livro no qual o leitor não tem apenas acesso a uma estória vazia, mas uma cheia de questionamentos. O fato da narrativa ser dividia entre June e Day nos mostra as duas faces da moeda, de um lado a sociedade rica que domina a República e, de outro, a população mais carente que luta para sobreviver dia após dia assolada por doenças, dificuldades financeiras e uma pouco discreta repressão. 

           Muito bem equilibrada, Marie Lu tornou Legend um livro muito gostoso de se ler e bastante bem dosado em todas as suas vertentes. Uma estória que realmente merece ser lida.

29 março 2014

@mor - Daniel Glattauer


Título Original: Gut gegen Nordwind
Gênero: Romance
Autor: Daniel Glattauer
Editora: Suma de Letra
Nota: 5/5 estrelas
Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. Após trocas contínuas de mensagens, está claro para ambos que o marido dela e as feridas emocionais dele não serão obstáculos para que marquem um encontro. O único obstáculo real é a insegurança de ambos quanto à transformação da fantasia em realidade. O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações.

           Sabe aquela noite em que nada passa na televisão, não tem filmes bons para baixar naquele site que você gosta, aí aquela sua amiga te chama no Whatsapp e te sugere um livro bacana? Foi assim que me deparei com @mor, de Daniel Glattauer, um livro com uma estória no mínimo inusitada. Emmi Rothner é uma jovem mulher que tenta exaustivamente cancelar a assinatura que possui de uma revista, porém todos os e-mail que envia não vão parar exatamente onde deveriam e suas mensagens, por um erro de digitação, acabam indo parar na caixa de entrada de Leo Leike, um jovem rapaz que definitivamente não trabalha ou tem qualquer relação com a revista em questão e que acaba de terminar novamente com sua namorada que não o ama, Marlene. Emmi e Leo logo se tornam amigos por correspondência, dividindo um com o outro os problemas do dia a dia.

           Entre muitos e-mails, brigas e risadas ao longo do livro, a amizade virtual formada entre ambos acaba se transformando em uma atração intensa e cada vez mais estimulante para ambos, contudo, existe um sério empecilho: Emmi é casada e possui, com o marido, uma família que inclui dois filhos e uma vida que julga ser perfeita. Apesar da suposta felicidade conjugal, ela não consegue evitar a atração que sente por Leo, mesmo sem nunca ter visto seu rosto ou escutado sua voz.

           A narrativa, estruturada de forma que toda a estória seja contada através dos e-mails que os personagens trocam entre si, dá ao livro um ar de sobriedade diferenciado e cativante, que deixa o leitor cada vez mais intrigado com o desfecho. Vale lembrar que o livro possui um continuação intitulada: “Emmi & Leo: A sétima onda”. Vale a pena conferir!  ;)

20 outubro 2012

Ted


Ano: 2012
Direção: Seth Macfarlane
Gênero: Comédia
Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane (Voz), Joel McHale, Giovanni Ribisi
Classificação indicativa: 16 anos
Sinopse: John (Wahlberg) faz um desejo ainda criança, para que seu urso ganhe vida. Assim nasce Ted (MacFarlane), que no início aparentava ser um simples ursinho. Porém, o tempo passa e Ted se torna grosso e irresponsável, assim como seu dono. Agora, ele tem que começar uma vida nova, pois só assim a namorada de John, Lori (Kunis) aceitará continuar a namorar com o mesmo.






Bom, todos sabemos a polêmica que esse filme fez no Brasil. Mas para quem não sabe, vou explicar: Um certo deputado levou seu filho para ver Ted, mesmo com o menino tendo 11 anos. Ele achou que o filme dava um mau exemplo e tentou tirá-lo de circulação. Não preciso nem dizer que não só o filme continuou a passar, como também alavancou a bilheteria e na semana seguinte à polêmica liderou as vendas.

Vou dar minha sincera opinião: O filme é ótimo, mesmo sendo um oito ou oitenta: Ou ama ou odeia. E eu amei. Assisti o filme dublado, e posso garantir que ele surpreendeu: ele está recheado de palavrões, com destaque à canção do trovão.

O longa é bem descontraído, uma boa parte dele vemos as curtições de John e Ted, em que rola de tudo: Drogas, bebidas e tudo mais. Quando Ted se muda, a coisa só piora: Ele trabalha, mas todas as cenas do trabalho foram muito bem boladas e geram muitos risos, o que mostra a ampla imaginação de MacFarlane, que pra quem não sabe é o criador de Uma Família da Pesada. O urso inclusive dá uma indireta à ele, por conta de sua voz.

Super recomendado o filme pra quem gosta de baixaria, mas nada explícito. E é possível chorar ainda, é só ver até o fim.

Nota:


Trailer: